Jejum intermitente: mocinho ou vilão?

Muitas vezes, dietas milagrosas ou regimes mágicos tendem a se tornarem  populares entre as pessoas. A procura por essas soluções acaba sendo feita principalmente por aqueles que buscam o corpo perfeito, porém,  infelizmente, nem todos procuram orientação médica. O jejum intermitente figura entre as técnicas mais utilizadas para quem quer emagrecer, mas há uma série de fatores que devem ser considerados para não colocar a saúde em  risco.

Conhecido como restrição de energia intermitente, este método de emagrecimento  consiste em intercalar períodos sem comer com períodos de alimentação. Segundo o Dr. Guilherme Corradi, especialista em medicina do esporte e pós-graduado em Lifestyle Medicine, isto faz com que o corpo passe a metabolizar a gordura acumulada e, desse modo, perde-la.“Como qualquer estratégia de emagrecimento precisamos avalia-la individualmente.  O jejum intermitente tem muitos benefícios, mas que não serve para todos” explica o especialista.

O jejum intermitente se tornou popular devido ao estudo feito por Rafael de Cabo e Mark P. Mattson em ““Effects of Intermittent Fasting on Health, Aging, and Disease”, na qual eles apontam que esse tempo sem alimentação melhora a regulação de glicose e diminui a inflamação, ativando processos de diminuição de radicais livres retirando ou reparando células danificadas. “Além de ajudar a reduzir os níveis de insulina, perder gordura e também traz uma qualidade de vida muito maior devido a um processo chamado autofagia, que é um processo onde o corpo faz uma autolimpeza e recarrega alguns níveis de energia, devido à restrição calórica imposta pelo jejum” complementa Guilherme Corradi.

O método já provou ser eficaz em muitos casos, há três anos pesquisadores americanos iniciaram experimentos com camundongos, os resultados mostraram uma redução no risco de diabetes, câncer e doenças do coração dos animais.

Existem níveis de jejum para diferentes públicos, desde iniciantes que ficam 12 horas sem comer, no período entre o  jantar e o café da manhã, até técnicas avançadas de 24 horas sem alimentação. “Jejum intermitente é uma estratégia nutricional, não é simplesmente ficar algumas horas sem comer, você precisa de um cálculo de macros e também  manter o déficit calórico, consumindo menos calorias do que você gasta diariamente” afirma o especialista.

Para o Dr. Guilherme Corradi, o jejum intermitente vai muito além das vantagens para a saúde. “Esse método é uma estratégia de estilo de vida onde as pessoas se adaptam muito bem e por muitas vezes se sentem com mais energia e disposição”, completa o médico.

Sobre Dr. Guilherme Corradi

Dr. Guilherme Corradi – CRM-SP 133564, RQE: 62929. Especialista em Medicina do Esporte.   Pós-graduado em Lifestyle Medicine (Medicina do Estilo de Vida). Membro titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, da FIMS-International Federation of Sports Medicine e da ELMO – European Lifestyle Medicine Organization.

Possui protocolos voltados para ganho de massa muscular e emagrecimento. Na sua clínica própria em São Paulo, atende vários famosos.

 

Nina Machado

Jornalista, especialista em marketing digital e gestão de pessoas trocou o mundo corporativo em busca de uma vida mais conectada com seu propósito. Em 2019 criou o projeto Ficar Bem aos 40 para abordar assuntos do universo feminino 35+. Além disso, é co-editora do Corra Mais e repórter do Inova Mais, ambas editorias do portal RIC Mais.

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