Como manter a autoestima no mercado corporativo

Diz o dicionário: autoestima é a qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos. Mas não é de ontem que nós, mulheres, sabemos o quanto somos alvos de preconceitos no mercado de trabalho e como isso pode impactar diretamente em nossa vida como um todo. Seja pela diferença salarial, pela falta de empatia sobre a maternidade, ou pela diferença no valor médio de salário para altas posições de trabalho como gerência ou diretoria de uma empresa ou simplesmente por não acreditarem em nosso potencial. Então, fico pensando: o que fazer para manter a autoestima no mercado corporativo que nos coloca tantos desafios e empasses diariamente?

Essa, com certeza, não é uma pergunta fácil de ser respondida. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentados no estudo “Estatísticas de Gênero”, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e o cuidado com pessoas (filhos, pais, companheiros etc).  Haja fôlego e entusiasmo para fazer tudo isso e ainda se olhar no espelho e sorrir, mas, se por algum motivo não está sorrindo para si mesma, por favor, este texto é – principalmente – para você.

Eu não estou aqui para fazer uma “guerra dos sexos”, pelo contrário, apenas quero mostrar como nós, mulheres, somos fortes.

Vocês sabiam que apesar de tudo isso que citei acima nós ainda somos mais dedicadas aos estudos? E eu vou contar uma história, que poderia ter me derrubado, mas, que na verdade, tornou-se uma das minhas fortalezas e que me faz pensar no quanto essa questão da educação é verdade.

Meu sonho era fazer medicina, porém, sem condições financeiras para tal, resolvi fazer instrumentação cirúrgica para entender melhor a área. Certa vez, durante uma cirurgia cardíaca que começou às 07 da manhã e terminou por volta das 17h, o médico cirurgião perguntou se eu tinha gostado da experiência. Eu não só tinha amado, como disse ao doutor que um dia gostaria de me tornar uma médica como ele, mas o que eu não esperava é que o especialista, ao invés de me incentivar, fez pouco caso do meu sonho. Disse que eu nunca conseguiria, afinal, era mulher e não tinha condições para chegar em tal patamar. Sugeriu que eu cursasse sociologia, psicologia, biologia, ou qualquer outro curso que não fosse medicina. E, de certa forma, eu o agradeço. Não pela desvalorização que sofri, mas porque ele me deu forças para não desistir, e assim eu ressignifiquei meu sonho. Cursei psicologia e, mais tarde, odontologia. Entendi que o sucesso e a realização profissional ainda estariam por vir. E é a maneira como decidimos enfrentar qualquer dificuldade que fará a diferença e definirá se elas serão apenas sofrimentos ou oportunidades de aprender a evoluir. Por isso, devemos ser resilientes, ter força e coragem para recomeçar, mudar os planos e ressignificar o que e quando for preciso.

Eu sempre acreditei, desde o início da minha trajetória profissional, que toda mulher não deve desistir de trilhar seu próprio caminho. Mesmo que vivamos em um cenário em que o homem ainda ocupe uma posição de destaque, é muito importante que jamais nos esqueçamos da nossa força, do nosso conhecimento adquirido ao longo da vida e da nossa capacidade de equilibrar muitos pratos ao mesmo tempo, não é mesmo?

Somos resilientes por natureza

Cuidamos do trabalho, da casa, dos filhos, dos pais, dos estudos e de nós. Sim, precisamos cuidar de nós. Precisamos olhar no espelho e sentir orgulho e gostar de quem somos.

É aí que aproveito para dar um conselho: a autoestima está muito ligada ao tempo que dedicamos para o autocuidado e para as nossas necessidades. A maneira como iniciamos e terminamos cada dia influencia diretamente todas as áreas de nossa vida. Portanto, pra sermos felizes precisamos dedicar uma parte do nosso dia a nós mesmas e acredito que isso só é possível se tivermos uma rotina definida com um comportamento que te eleve fisicamente e espiritualmente. Um exemplo de como eu exercito a minha autoestima? Pois bem, eu acordo todos os dias às 04h30 e a primeira coisa que faço são as minhas gratidões. Depois disso, sigo com meus exercícios físicos e, então, me sinto preparada para os compromissos profissionais. Mas, é importante que cada mulher crie a sua rotina, com erros e acertos, o importante é não desistir.

Nós precisamos de muita inteligência emocional em nosso dia a dia, e quanto mais a gente exercitar isso, maior será o nosso sucesso. Se você ainda não se valoriza como deveria, trace metas, objetivos, tenha foco e estimule seus pensamentos e a autoanálise para perceber que você merece tudo aquilo que deseja. Esse é o início de uma mudança de hábitos, de pensamentos e da sua comunicação externa, ou seja, a forma como você passa sua imagem para as pessoas, seja elas do seu meio familiar, pessoal ou profissional. Como eu sempre digo: o sucesso é uma decisão e manter sua autoestima faz parte desse processo.

Escrito por Clemilda Thomé, nascida em 1954, na Cidade de Sapopema, interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado de seu esposo e Treinador Comportamental Mamá Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

Nina Machado

Jornalista, especialista em marketing digital e gestão de pessoas trocou o mundo corporativo em busca de uma vida mais conectada com seu propósito. Em 2019 criou o projeto Ficar Bem aos 40 para abordar assuntos do universo feminino 35+. Além disso, é co-editora do Corra Mais e repórter do Inova Mais, ambas editorias do portal RIC Mais.

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